5/11/09

Esgotando um assunto.

O Oficial do Registro de Imóveis da Comarca, Hugo Flávio Lobato Marinho, visitante contumaz deste blog e comentarista prolífico dos meus garranchos, está uma arara com seu computador, pois vem tentando enviar um comentário sobre a polêmica S.Francisco X Grêmio,  desde o dia em que chamei o time do s.Francisco de ”arrogante”, só que a mensagem não segue, isto é, não vem de jeito nenhum. Então, o Cubu Júnior ligou-me para dizer,  em suma, que este é um mal ( a arrogancia) que acomete a maioria dos grandes times, e cita dois exemplos clássicos ocorridos aqui mesmo em Patafufo:  1º,  a final do campeonato amador de 1967, quando o favorítissimo Londrina  E.C.,  o maior time da década de 1960 por aqui, foi derrotado pelo Paraense E.C.,  na ocasião representado o por sua equipe juvenil, com um elenco cuja idade dos jogadores variava dos 15 ao 18 anos, contra os consagrados medalhões do Londrina, entre os quais o próprio Hugo. O juvenil do Paraense venceu por 2 a 1 e foi o campeão, entre outros, apareceram naquele time: João Ribeiro, João Mauricio, Klebinho, Tita, Bosco, Nenem, Pedrinho, Bôi, Tampinha e muitos outros. O favoritismo do Londrina era tão grande quanto a sua arrogância. Naquele dia o time morreu.

O outro exemplo citado pelo Hugo Flávio foi a decisão de 1986, entre Paraminense X Alvorada, para mim,  a partida mais emocionante da qual tomei parte (eu era o auxiliar técnico do Hélio Márcio Mendonça). Apesar do Alvorada jogar pelo empate, o favorito disparado era o “Glorioso”, programamos toda a festa antes da bola rolar: um paraquedista saltou das alturas trazendo a bola do jogo e caiu extamente no circulo central; havia  inclusive um caminhão ficou preparado atrás  do estádio para levar os jogadores na carreata da apoteose. Foram 90 minutos de tirar o fôlego: um minuto de jogo, pênalte para o Paraminense, João Ribeiro bate e erra. Um minuto depois o alvorada faz um a zero. O Paraminense não se desespera, toca bola e vira para três a um. Quarenta e dois minutos do segundo tempo, a torcida do Alvorada ( e de todos os outros times) vai embora, joga a toalha. Quarenta e três minutos, o Alvorada diminui 2  X  3. Os torcedores que acompanhavam pelo rádio voltam às arquibancadas. Quarenta e cinco minutos: o Alvorada marca o terceiro gol e empata o jogo que acaba logo a seguir. Alvorada campeão e mesmo assim o time morreu, nunca mais entrou em campo. O Paraminense - que é igual tiririca, não morre nunca- reconheceu que foi arrogante, deu a volta por cima e logo a seguir foi tricampeão (1987,88,89).

Eu quero acrescentar na lista do Hugo, uma outra final, bem mais recente, a de 1994, ou terá sido 1995? Entre Javali e Pequi, dois jogos para decidir. O “Java” foi a Pequi e surrou o time da casa com um show de bola e venceu a primeira por 2 a 0. No jogo de volta, no estádio Ovidio de Abreu superlotado, o Javali sentiu-se em casa e programou a festa. A confiança era tanta, que quando o Pequi marcou o 1º gol, que na verdade não existiu, popis bola entrou por um buraco na lateral da rede e foi se aninhar no fundo da meta, ninguém, nem torcedor nem jogador,  reclamou da bandeirinha da FMF,  que comeu mosca no lance. O Javali jogava pelo empate para forçar uma prorrogação, e empatou a partida. Veio a prorrogação e o desespero. No fim o Pequi marcou de novo e levou a taça. Como o Alvorada, o Javali também morreu na final, acabou no mesmo dia. É isso. Arrogância mata, principalmente times de futebol metidos a campeão.

Fica a lição para o Grêmio, para que não se deixe dominar pela doença. E fica também para o S.Francisco, para que se mire no exemplo do Glorioso CAP, que da derrota em 1986 tirou lições para seguir em frente.

A decisão de 1986, entre  CAP  X  Alvorada, foi filmada. Consta que O Evaristo Almeida (Cuica) que presidia o Alvorada, tem a cópia. Atenção povo da TVI, do programa esportivo das 2ªs feiras, que tal correr atrás desta fita e exibi-la? Nem que seja um compacto.

Só voltarei a escrever sobre futebol neste ano se o Galo for o campeão brasileiro da temporada. Isto é, as chances de eu voltar ao tema são de 35%. Acho que voltarei.

A a pauta está cheia para amanhã: novos secretários na prefeitura, a visita do Dr. Antônio Anastasia, ainda o lançamento do livro, os Jogos ( e a farra) dos alunos das escolas de Direito, enfim, o dia-a-dia de Patafufo de quem não se dá aos prazeres do ludopédio, isto é, do futebol. Fuuuuiiii!!!!

criado por luizvianadavid    13:03 — Arquivado em: Sem categoria

2/11/09

Grêmio X S.Francisco X este simples blogueiro.

Quando eu comentei sobre a conquista do campeonato amador de 2009 pelo Grêmio da Tabatinga, não pensei que tão poucas palavras fossem ter tanta repercussão, por isto que o ato de escrever deve ser pesado e medido. Quem escreve passa uma mensagem, quem lê costuma interpretar de forma diferente o que o autor quis de fato dizer. Em momento algum eu quis chamar os diretores e a Comissão Técnica do S. Francisco de arrogantes, enquanto individualidades, sou amigo de todos eles: do Roger, do Ronaldo, do Juju, e principalmente do técnico Daniel de Sousa, que foi meu atleta no Clube Atlético Paraminense. Em 1999 o Daniel sofreu um gravíssimo acidente de motocicleta, fraturou a perna e foi obrigado a encerrar sua promissora carreira de jogador, pois era um eficiente lateral direito e zagueiro. Seu espírito de liderança já era notado. O que eu fiz? Mesmo antes de ele concluir seu tratamento fisiotérapico eu o convidei a ser meu auxiliar no “Glorioso” e logo depois ele assumiu a direção daquele time promissor que tinha Denilson Porto, Marlon, Joãozinho, Rodrigo Porquinho, Cadu, Fred, Acir Feio, Coré, Limão, Cráia. Edson zagueiro, Etinho, Leozão, Daniel, Gil Leno, Humbertinho Grassi e muitos outros, nenhum com mais de 20 anos. Não ganhamos nenhum título, mas foi uma geração que marcou o CAP. Todos eles brilharam no nosso futebol no anos seguintes, alguns ainda brilham e quase todos foram campeões da cidade, uns pelo próprio Paraminense em 2001, quando reforçamos a equipe.  O Daniel comandou aquele  time de forma brilhante e depois muitos dos jogadores o acompanharam ao S. Francisco, quando o time retomou suas atividades. Sempre que o S.Francisco ganhava um título e foram muitos, eu ficava feliz pelo Daniel e até brincava com ele, dizendo que o discípulo ia acabar superando o mestre (o que ainda pode acontecer).


Sempre elogiei o tricolor franciscano em suas conquistas e o brilhante trabalho de seus diretores, não só aqui neste espaço, como também em jornais e na revista “Gol de Placa”, quando previ, ainda em 2003 que o S.Francisco retornava para dominar o cenário esportivo municipal nos anos seguintes, o que acabou acontecendo. Posso ter elogiado menos do que o Daniel acha que o time e o clube merecem. É bom lembrar que nos anos 1970 o grande duela futebolístico do Pará se dava entre Paraminense e S. Francisco, mas o Glorioso vencia sete em cada dez jogos. Sempre foi um freguês de caderno. Ainda recentemente, em 2005, quando o alvinegro disputou  seu último campeonato, enfrentamos o S.Francisco em seu campo e o resultado final foi um empate de 2 a 2, depois de estarmos vencendo por 2 a 0. O árbitro foi o popular José Niwton de Sousa, o Careca, que deve ter feito naquele dia uma de suas mais complicadas arbitragens, expulsando jogadores do CAP e apenas encerrando o jogo quando o time da casa conseguiu empatar, aos 60 minutos do segundo tempo. Um horror.


Quando eu chamei o time de arrogante, foi o time mesmo, o TODO. Os jogadores acharam que podiam vencer a partida, marcar gols a hora que quisessem e menosprezaram ARROGANTEMENTE o time do Grêmio, velho freguês de várias recentes decisões. Só que o Grêmio de tanto apanhar, aprendeu a bater e usou as mesmas armas que o adversário usou em outras oportunidades, entre elas buscar bons jogadores fora do nosso circuito. Até porque, o S.Francisco, seus diretores, tem um grande poder de persuasão e inscreveram todos os melhores jogadores da cidade e região, na média de dois ou três para cada posição. A verdade é que aos outros times do Pará restaram a baba e os veteranos e os muito jovens. Assim, o Grêmio foi buscar lá fora um time inteiro e uma completa Comissão Técnica, e deu certo. E foi bom para o nosso futebol. Tomara que em 2010 um outro time do Pará leve o título. E aproveitem que não demora e o Glorioso estará de volta.


Eu disse também que o S.Francisco é um NOVO-RICO. E não é? O clube ficou afastado sete anos das disputas por absoluta falta de recursos. Com a chegada dos novos diretores, Ronaldo Assis, Roger Dupin e Juju Sousa, o estádio foi reformado, ampliado, construiram uma belíssima sede, com quadra e bar, no coração do melhor bairro da cidade, formaram times que ganharam tudo que disputaram. Para quem vivia numa pobreza, na mior pitimba, digna do Patrono, o “Pobrezinho” de Assis, e de repente  vira o rei da cocada preta, é ou não um novo-rico?  Curiosamente, a sede do tricolor fica na esquina da rua “De Assis”, com praça “Il Poverello”. Poverello em italiano quer dizer “pobrezinho”. Penso que está na hora de mudar o nome da praça para “Riquinho” em italiano também, cuja tradução eu não sei.


Espero que o treinador Daniel não fique com mágoa de mim, pelos escritos,  pois o tenho em grande estima e sou um admirador de sua pessoa, pelo seu caráter e honradez. Torço para que continue brilhando em sua carreira e que ganhe muitos outros títulos, mas só até 14, pois senão irá suplantar-me na condição de técnico mais vitorioso do futebol patafufense. É assim, Daniel. Perder faz parte do jogo.

criado por luizvianadavid    10:37 — Arquivado em: Sem categoria

1/11/09

Quem não foi perdeu.

Pode ser que no futuro tenhamos outra noite de lançamento de livro efervescente como a da útlima sexta-feira, 30 de outubro, mas até agora, em se tratando de Patafufo, esta foi a maior, mais concorrida, animada e que  por diversos motivos motivos se tornou histórica. Mais de duzentas pessoas presentes, muitas delas descendentes de personagens do livro -estavam lá uma trineta do Professor Inhozé, de apenas 10 anos de idade,  e vários netos do fazendeiro Julinho Marzagão, alguns já com mais de 80.

Foi um encontro absolutamente apolítico, e absolutamente de confraternização, mas o prefeito estava lá, e também  os deputados estaduais da cidade; o federal, que nunca tem tempo para as efemérides locais, foi notado pela ausência, mas enviou representante, meu amigo Toninho Gladstone.; O ambiente descontraido, animado, o tempo agradável,  sem música ao fundo e sem discursos, que o objetivo era fazer as pessoas conversarem, algumas não se viam há 20, 30 anos. Foi muito legal ver os intelectuais da terra, os empresários, (micros, pequenos, médios e grandes), profissionais liberais, operários e comerciários,  e muitas pessoas do povo  em festiva celebração em torno dos 150 anos do Pará, de Minas. A opinião que prevalesceu foi uma só: esta acabou sendo a grande noite do sesquicentenário de Pará de MInas.

As meninas encarregadas de vender os exemplares do livro tiveram muito trabalho e uma fila acabou se formando. Não sei quantos, mas quase duas centenas de livros foram vendidas durante o lançamento, algumas pessoas, entre as quais vários dos autores, compraram mais de três ou quatro exemplares, destaque para a consagrada Hila Flávia, que convalescendo de uma pequena cirurgia não foi, mas encarregou seu irmão Hugo Flávio de adquirir logo dez exemplares (por enquanto), que ela pretende transformar em presentes no próximo natal, o que é uma belíssima idéia.

Brilhou a MM Comunicação (Myrtes Pereira & Mauro Andrade) que cuidou da produção, do lançamento e da venda do livro. Tudo começou às 21 horas e se estendeu até as duas da madrugada; também, né? com o buffet da Iracema servindo, as pessoas ficaram com pesar de se irem, deixando para trás a cerveja gelada, o vinho de boa safra, os finos salgados e a fantástica mesa de doces.

Mas é preciso lembrar que o livro só foi impresso e lançado, graças às empresas patrocinadoras: Alabama Seguros, do Dinho Duarte; a Pavepe, que apoiou desde o primeiro momento com Sô Nelson Melo Franco e seu filho Nelsinho; a Lamil, cuja presença nos eventos culturais da city é marcante, e lá estava o Sérgio Lage representando os irmãos e a empresa;   a UNIMED, que também não falha nas causas boas, agradecimento especial aos médicos diretores Hamilcar França, Zilmo Dourado (que representou a empresa), Márcio Morais e ao gerente César Augusto Mendonça; a COPARÁ, cujo presidente Francisco fez questão de comparecer;  o Banco do Brasil; a PALMEX, cujo presidente Paulo Melo Franco, também não se omite quando a causa é boa; e finalmente a ASCIPAM, com seu presidente Luiz Carlos (da Futurista) e seus compnaheiros de diretoria, que sabem da importância de participar de projetos que resgatam a história do Pará, de MInas.

Como nada é perfeito, a equipe da TVI que filmava o evento teve que interromper seu trabalho, pois a bateria  da câmera descarregoi e não havia outra para substituir. Menos mal que a esfusiante Cléria Silveira estava lá com seus filhos, registrando a festança para seu site: www.estrellas.com.br.  Quem quiser pode conferir. Encerro com  uma informação:  o livro “Pará de Minas, meu amor. 150 anos de história e estórias” está à venda na livraria do Jaime Mendonça - Virtual Books e Livraria- que fica na rua Benedito Valadares, 560.  Preço? R$40,00, muito pouco para o grande prazer que o livro vai proporcionar a quem o ler.

criado por luizvianadavid    8:27 — Arquivado em: Sem categoria

29/10/09

Campeão amador de 2009, campeão do sesquicentenário, é o Grêmio da Tabatinga, sim senhor!

Valeu a pena esperar 38 anos para soltar pela primeira vez o grito de campeão. Em muitas oportunidades o título rondou o bairro da Tabatinga, o mais antigo da cidade, mas em todas elas faltou alguma coisa, um pequeno detalhe que impedia o grito, que insistia em seguir entalado na garganta da massa gremista, empolgada e vibrante, na verdade, como dizem os argentinos, uma autêntica “barra brava”.

Mas valeu a pena esperar tanto tempo, pois quando o grito de campeão ecoou da imensa nação gremista tabatinguense, foi um grito único, que ninguém nesta “terra dos teares e dos sinos” jamais voltará a gritar, pois CAMPEÃO DO SESQUICENTENÁRIO somente o Grêmio, o Grêmio do “Dininho”, pode ostentar tal título. Pode o Paraminense juntar todos os seus quase vinte campeonatos, o Guarany com toda as suas façanhas, o vetusto Paraense “pai de todos” com seu passado glorioso, ou Rio Branco com as suas verdadeiras epopéias ludopédicas,  nem mesmo o veterano e agora novo-rico São Francisco F.C. ( às vezes  arrogante),  que neste século vinha papando tudo, aqui e por aí, nenhum deles pode gritar que é CAMPEÃO DO SESQUICENTENÁRIO. Este título é só do glorioso Grêmio da Tabatinga e ninguém tasca, e vale uma estrelinha dourada no escudo.  Por itso tudo, gremistas, comemorem à vontade, que vocês merecem. Viva o Grêmio Esporte Clube,  da Tabatinga sim senhor!

criado por luizvianadavid    15:07 — Arquivado em: Sem categoria

Finalmente chegou o grande dia.

Tenho andado um pouco displicente em relação ao blog, por conta de outros afazeres, além da natural expectativa do lançamento do livro “Pará de Minas,meu amor…” amanhã, sexta-feira,  30 de novembro, a partir das 21 horas, no salão de eventos do Sindicato Rural . Como todos vós sabeis, o livro acabou resultando em 457 páginas escritas por além deste que vos fala, por outros 30 patafufenses da gema, leitores deste blog. Uma bela, comovente e coletiva homenagem ao Pará de todos os tempos, por ocasião das comemorações de seus 150 anos de emancipação política. Portanto, todos ao Sindicato  Rural. Não se preocupe com o que vestir para o evento. Vá como você se sentir melhor. O importante mesmo é a presença de todos. Nos veremos lá!!!!

criado por luizvianadavid    14:33 — Arquivado em: Sem categoria

22/10/09

Impossivel não é, se é coisa da política.

Sempre que vou a Belo Horizonte, o que tem acontecido cada vez menos é bom que se diga, não deixo de passar pela Sala de Imprensa da Assembléia Legislativa, para um bate papo com amigos jornalistas que fazem a cobertura da Casa. Às vezes tomo conhecimento de coisas que somente vão virar assunto na midia algum tempo depois. Ontem, 21 de outubro, estive por lá a  tempo de ouvir o seguinte prognóstico de um experimentado (e bem informado) jornalista político que disse textualmente:  Pará de Minas pode ficar sem seus dois deputados estaduais- Inácio Franco e Antonio Júlio, na próxima legislatura. É que nas altas articulações que estão sendo tramadas, seja nas hostes situacionistas ou no bloco da Oposição, os parlamentares patafufos são frequentemente mencionados: Inácio Franco seria candidato a 1º suplente de senador na chapa de Aécio Neves cuja eleição é considerada tão certa quanto a soma de dois mais dois é quatro.  O que abriria a Inácio a possibilidade de ocupar a cadeira senatorial por largo tempo do mandato de oito anos, pois se vence as eleições José Serra, o atual governador será ministro da pasta que quiser e em 2014 pode disputar e vencer as eleições presidenciais ou voltar ao governo mineiro.  Já o nome de Antonio Júlio é frequentemente citado como o candidato a vice-governador numa chapa encabeçada pelo PT, leia-se Fernando Pimentel. E o mInistro Hélio Costa? Pode concorrer ao Senado, de novo, ou até mesmo ser o vice na chapa da Ministra Dilma.

 Se confirmada, a chapa Pimentel-Antonio Júlio tem grandes chances de ganhar em 2010.

Já a possibilidade do senhor Inácio Franco vir a ser o 1º  suplente na chapa senatorial de Aécio, pode ser real e se for, deve estar mexendo com o ego do deputado Verde. Com ele, Pará de Minas poderá voltar a se representar no Senado da República depois de 40 anos, quando aposentou-se o grande Senador Benedito Valadares. 

E o tabuleiro político de Pará, de Minas, vai sendo mexido, talvez em função de tudo que foi escrito anteriormente. Aos poucos o prefeito Zezé vai fortalecendo o seu vice Mansur, que vem indicando os secretários municipais, o último foi Edson Theodoro da Silva. Se Inácio vier mesmo a integrar a chapa de Aécio senandor, quem será que irá herdar seus votos numa eleição para deputado estadual?  Se voce respondeu Zezé Porfirio, parabéns!

E se Antônio Júlio surgir mesmo como  candidato a vice-governador numa chapa PT-PMDB, quem será o indicado dele para disputar a sua vaga na Assembléia?  Pode ser o ex-prefeito Tilili, seu sobrinho Klebinho ou correndo por fora, mas com grandes chances, o atual prefeito de Papagaio,  Mário Filgueiras.

criado por luizvianadavid    15:25 — Arquivado em: Sem categoria

17/10/09

Os 70 anos da antiga EMAF e de novo a INTERMED.

Foi comemorado festivamente ontem, na vizinha cidade de Florestal, o 70º aniversário da CEDAF - Central de Ensino e Desenvolvimento Agrário, que um dia foi EMAF -Escola Média de Agricultura de Florestal. A instituição é hoje um campus da Universidade Federal de Viçosa e em três anos estará oferecendo vários cursos superiores, prevendo-se que em 2012 terá alguma coisa em torno de cinco mil alunos, mais ou menos a atual população da cidade. É óbvio que a pequenina urbe não comportará tanta gente, o que para desespero dos tradicionalistas patafufos implicará na acomodação do estudantado excedente aqui no Pará, de Minas. Com eles (os estudantes), virão a irreverência, a barulheira, a irresponsabilidade sadia própria dos jovens. Como a UNINCOR não decola e a FAPAM segue por demais conservadora, o campus florestalense da UFV acabará sendo a salvação da lavoura (literalmente) da mocidade patafufa e da região.

Na cerimônia oficial ninguém mencionou os nomes do ex-governador Benedito Valadares e do ex-presidente da República, Getúlio Vargas, nem de Israel Pinheiro, os grandes responsáveis pelo nascimento da EMAF, depois CEDAF e hoje extensão da UFV. Os oradores se limitaram a dizer “estadistas do passado” quando precisaram se referir aos construtores da nobre instituição. Uma pena.

Ainda sobre o assunto “INTERMED”: curioso como uma boa parcela da população, que já votou numa casa de shows (ou boate) como uma das maravilhas da cidade, reagiu tão negativamente à balbúrdia dos acadêmicos de medicina, que movimentaram a cidade semana passada. Será que esse povo todo pensa que na citada casa de shows os jovens vão para entoar hinos religiosos, beber Ki-suco e dançar boleros e valsas? Ou lá na boate quase tudo é permitido porque acontece num quase anonimato? Menos hipocrisia, gente, muiuto menos!!!

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14/10/09

Fim de festa

Se alguma andou errada em relação ao evento denominado “INTERMED 2009″, esta foi a data, que coincidiu com a tradicional Festa do Frango e do Suino. A INTERMED,  evento de confraternização esportiva reune as faculdades de medicina sediadas em MG, com jogos de diversas modalidades. Ao Pará de Minas vieram mais de três ml estudantes, entre atletas e torcedores.  Os de maior poder de fogo ($$$) lotaram os hotéis, alugaram casas e vagas, os demais se alojaram nas escolas estaduais e municipais.  Coloquem três mil jovens, com idade variando entre 17 e 24 anos, numa cidade de 80 mil habitantes e o ruído e o rebuliço provocado será notado e incomodará os mais sensiveis (e os mais chatos também, que gostam de se sentir tristes e detestam ambientes alegres e festivos). Os estudantes de medicina, dizem, não gostam de se misturar com colegas de outros cursos,  não sei se é verdade, o fato é que formam um tipo de pessoas diferente, pois a maioria deles vem de familias bem situadas economicamente, ou alguém acha que uma familia de classe média para baixo dá conta de bancar um filho na escola de medicina? Não dá.  Quando saem (os estudantes) para um evento deste porte dinheiro para gastar não é problema. Assim, depois de cinco dias de agitação, deixaram para trás um saldo no caixa do comércio local superior a quatro milhões de reais. Mais não foi porque em determinados momentos faltou cerveja, faltou comida, refrigerentes, sanduiches, tudo que foi colocado à disposição da horda estudantil foi consumido.  Essa tal de INTERMED, economicamente falando, foi muito mais interessante para a cidade do que a festa no Parque. Os estudantes trouxeram  dinheiro e gastaram, como ficaram espalhados por muitos bairros, o comércio de uma maneira  geral    faturou alto. Ao passo que na Festa do Frango, apenas o empresário organizador do evento lucrou, mas levou o ganho para aplicar e/ou investir noutras plagas.  Eventos como a INTERMED são interessantes para a cidade e devem ser promovidos noutras oportunidades, corrigindo as falhas desta primeira experiência, anotadas a seguir.

1º - Não coincidir com outro evento de porte;

2º - O QG da organização e seu eventos paralelos (shows, etc.) devem ficar no Parque de Exposições, para não incomodar ninguém, nem  perturbar celebrações religiosas das diversas igrejas;

3º  - Melhorar a comunicação das autoiidades envolvidas com os organizadores e o comércio em geral. Desta vez, a maioria do comércio foi pega de surpresa. Os comerciantes se preocuparam com a Festa do Frango e se assustaram com a invasão dos acadêmicos de medicina.

4º - No mais, basta cumprir a lei. Acadêmico de medicina não é burro, sabe que infringir regras do Código Nacional do Trânsito, cometer atentado ao pudor, usar e/ou traficar drogas, envolver em brigas, etc., etc. e muitos outros etcs, pode levar o infrator a uma delegacia de policia e depois às barras do tribunal.

Desta vez aconteceram muitos problemas, até mesmo pela falta de experiência da cidade em lidar com situações desta natureza. Os próximos eventos serão melhores. Mas uma coisa ficou clara: em matéria de turismo, Pará de Minas está na idade da pedra lascada. Não somos uma cidade histórica,  não possuimos nenhuma beleza natural digna de nota, nada que nos destaque no setor “turismo ecológico”, nem estamos incluidos em nenhum roteiro etílico-gastronômico, nem temos um evento cultural capaz de atrair pessoas. E o nosso povo anda muito ranzinza, qualquer barulinho  perturba.

criado por luizvianadavid    10:20 — Arquivado em: Sem categoria

6/10/09

A eterna discussão.

Alguns visitantes deste blog, entre os quais meu amigo Geraldo Magela de Faria, que não é o “Dogás” e sim o Magela da Dona Geralda do Sô Henrique barbeiro,perguntam-me se sou a favor ou contra o aumento do número de vereadores em centenas de Câmaras espalhadas pelo Brasil. No caso específico de Pará de Minas eu sou a favor do aumento. Em 1976 quando eu me elegi, éramos 15. Na legislatura seguinte o número subiu para 17 e assim foi até 2004. Em 1977, há 32 anos portanto, a Câmara de Pará de Minas ocupava apenas uma sala, onde funcionava sua secretaria sob o comando do competente Raimundo Marciano - o Raimundão. O plenarinho fazia às vezes de gabinete do Presidente nas ocasiões solenes.Que eu me lembre, as outras salas do extenso corredor abrigavam repartições: IBGE, Delegcia do Serviço Militar, Tesouraria do terminal rodoviário, a sede da ASPM e a magnífica biblioteca pública municipal. Como vereador recebia apenas uma ajuda de custo para o exercicio do mandato, não ficava dando sopa por lá. Comparecia apenas às reuniões semanais e quando se reuniam as comissões permanentes para darem parecer aos projetos. A pressão popular praticamente não existia e vereadores não faziam assistencialismo. O Pará tinha então 35 mil habitantes.

Em 2009 o município tem quase 90 mil moradores e as atribuições do vereador aumentaram com a entrada em vigor da Constituição Federal de 1988. Hoje, para exercer o cargo de forma conveniente, o vereador precisa de reservar algumas horas por dia de dedicação. A cidade cresceu não apenas demograficamente, mas também em extensão territorial. O antigos povoados de Matinha e Gorduras viraram bairros. Os distritos de Tavares e Cova D’anta se conurbaram com a sede. A pressão é grande, todos cobram do vereador: imprensa, eleitores, entidades e os demais poderes. Não dá para exercer o mandato graciosamente, pois ele gera despesas altas a quem o detem. Não sei quanto é que deve ser o subsidio do vereador. Isto tem que ser discutido no ano anterior ao das eleições, talvez uns quatro salários mínimos, o teto ideal.

Apenas 10 vereadores é muito pouco. O que temos é vereador acumulando cargos nas comissões técnicas permanentes, aprovando pareceres que muitas vezes nem leram, acumulando os cargos da Mesa com os de membros de comissões. Um sufoco. Penso que 17 vereadores é o número ideal para o Pará de Minas.

Aproveitando o tema, declaro que sou a favor de que se conclua logo a construção do prédio que irá abrigar a Câmara. Ele foi projetado para receber 17 parlamentares, como era até o inicio das obras. Lembro-me de quando foi inaugurada a atual sede do legislativo municipal. As críticas foram as mesmasdas atuais. Por ter o plenário a forma de um semi-círculo, como o da ONU, ser acarpetado e contar com poltronas confortáveis, o povo apelidou o recinto de “gaiola de ouro” com 13 (eram treze) pardais. Passados apenas 42 anos conclui-se que o prédio ficou pequeno, fora de moda, mal localizado e tem outros inúmeros defeitos. Quanto antes acontecer a mudança, melhor.

ATENÇÃO: sou a favor de um plenário com 17 vereadores, mas só a partir de 2013. E com salários decentes, sem serem exorbitantes. Sou contra a posse dos atuais suplentes, pois não se muda a regra do jogo com ele em andamento. Os eleitores é que devem escolher bem os candidatos. Em 2008 concorreram muitos bons candidatos que seriam ótimos vereadores com toda a certeza, mas muitas vezes (na maioria delas) ganham os que são adeptos da prática do assistencialismo, do “é dando que recebe”. Os idealistaa e os bem intencionados têm chances apenas remotas de sucesso eleitoral. Donde eu concluo que a antiga premissa “cada povo tem o governo que merece” é cada vez mais verdadeira. Com um adendo: em todos os niveis e em todos os Poderes constituidos.

criado por luizvianadavid    15:24 — Arquivado em: Sem categoria

4/10/09

Está de luto o cancioneiro popular latinoamericano. Faleceu hoje, domingo, 4 de outubro, em Buenos Aires, a cantora Mercedes Sosa. Além de ter uma voz linda, sempre teve cuidado com o repertório que gravava. Enfrentou a “gorilada” argentina nos terriveis anos 1970. Com suas canções de protesto e seu bumbo, ajudou a derrubar a ditadura militar que havia afundado o pais. São Francisco deve ter ido recebe-la na porta do Céu.


criado por luizvianadavid    8:54 — Arquivado em: Sem categoria
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