20/11/09

Deu no jornal.

Por onde tenho andado um assunto vem predominando as conversas: todos falam da inglesa  Sarah Carmen, de 24 anos, que diz ter em média aproximadamente 200 orgasmos por dia, o que vem provocando invejas em milhões de mulheres ao redor do planeta. Menos mal que a inglesa desvairada encontrou, perto de sua casa mesmo, um parceiro que consegue satisfaze-la 10 vezes ao dia. É o que dizem as agencias de noticias internacionais.

Há aproximadamente uns 12 a 15 anos, o repórter Amilton Maciel, da rádio Santa Cruz de Pará de Minas, fez uma matéria com uma senhora de 50 e poucos anos, residente em Pequi, que apresentou queixa na delegacia de Policia de Pará de Minas, contra seu próprio marido, ná época com quase 80 anos, que estaria forçando-a  a manter relações sexuais,  até por quatro vezes durante a noite. Ouvido na delegacia, o ancião de nome Quirino, “sô Quirino” para o povo pequiense, foi singelo nas explicações: “óia, sô dotõ delegado, minha muié tá chorano  a tôa, acuntece qui ieu fui fazê uma viage prá Goiais e pur lá fiquei 40 dia. Foro 40 dia sem cruzá, di forma qui ieu tô apenas botano a iscrita in dia. Cum mais quatro ô cinco dia ieu acerto as conta e vorto ao normá de duas bingada pur noite!”

A esposa chorona tinha outras reclamações contra sô Quirino: “Sô dotô, o Quirino tá muito abusado dispois de véio. Se fosse só tirá o atraso ieu inté num importava, era só ieu abrí as pernas e pronto. O probrema, dotô, é qui o Quirino agora tamém tá quereno di mamá. E isso ieu nun guento, minhas têta tá tudo machucada e dueno muitio. Dá um jeito nesse véio, dotô!”

O resultado da entrevista foi que o Amilton Maciel quase perdeu o emprego, pois o diretor da emissora na época era o padre Hugo, de saudosa memória, que considerou um absurdo aquela matéria ter ido ao ar.  No dia seguinte, e nos subsequentes, a casa de sô Quirino foi a  mais visitada de Pequi, principalmente por homens de Pará de Minas, curiosos por conhecerem a dieta do velho garanhão, que até o dia de sua morte alguns anos depois, era muito perguntado sobre a sua extraordinária virilidade.  Até hoje, muitos anos depois, não raro aparece em Pequi, pessoas pedindo informações sobre o famoso “chá do Quirino”.

Quem duvidar desse “causo”, o próprio Amilton Maciel está aí para confirmar, e consta que ele ainda mantém em seus guardados a cópia da entrevista.

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17/11/09

Coronel Torquato na berlinda.

Torquato Alves de Almeida (1877~1948)  é  uma das duas mais importantes personalidades da história patafufense. A outra é Benedito Valadares.  Durante 20 anos (1910-1930) Torquato se manteve no comando do poder municipal, pessoalmente ou através de pessoas de sua confiança. Governou com mão de ferro, não era de alisar. Foi um dos propulsores do progresso de Pará de Minas, que se é o que é atualmente muito deve ao benfeitor. 

Torquato foi presidente da Câmara de 1912 até 1922. O cargo acumulava as funções de Agente Executivo, com atribuições que nos dias atuais cabem ao prefeito. Na galeria de retratos dos ex-presidentes da Câmara Municipal estão aqueles que ocuparam o cargo apenas a partir de 1947, quando ocorreram as primeiras eleições para prefeito e os poderes legislativo e executivo se tornaram de fato independentes. Deste modo, o retrato do Coronel Torquato não está lá. Como ele nunca ocupou o cargo de prefeito, até porque não existia em sua época, ele também não aparece na galeria dos ex-prefeitos de Pará de Minas, que será inaugurada brevemente, desta vez completa e atualizada, corrigindo injustiças e omissões.

Por não estar lá (na Câmara) nem cá (na prefeitura), o coronel periga não ser lembrado nos eventos comemorativos do sesquicentenário.  É um situação que surge e que cabe ao prefeito Zezé solucioná-la. Onde encaixar o coronel Torquato?

criado por luizvianadavid    13:42 — Arquivado em: Sem categoria

Duas notas.

Governador à beira de um ataque de nervos - quem lê apenas os jornais de BH periga ficar sabendo das noticias apenas a metade. Por isto, é bom de vez em quando correr os olhos nos jornalões de Rio e S.Paulo. Foi assim que fiquei sabendo que o habitualmente afável governador de Minas perdeu as estribeiras e acabou aplicando um tabefe em sua atual namorada, em público, durante evento na capital paulista. Foi o jornalista Juca Kfoury quem deu a nota  em sua coluna da Folha de S.Paulo.  A assessoria do governador soltou um desmentido. Juca Kfoury confirmou a noticia, que acabou pipocando pelo Brasil inteiro. Donde se conclui que uma coisa é tirar do ar um comentarista como Jorge kajuru, da Band, em 2004. Outra é tentar desqualificar um comentarista como o Juca, uma das “vacas sagradas” da imprensa nacional. Em Minas o assunto foi abafado como sempre acontece com noticiários desfavoráveis  a Aécio. A censura à imprensa mineira nos últimos anos só é comparável à dos mais duros anos de chumbo. 

Apagão - “A tucanaiada’ comemorou o apagão da semana passada. Ruins de memória, os tucanos se esqueceram muito cedo de 1999 e 2001, mas a ministra Dilma foi rápida no gatilho e botou ordem na casa: “uma coisa é apagão, outra é racionamento”. De racionamento os tucanos entendem. Uma semana depois começam a surgir informações sobre as causas da queda da energia de Itaipu. Hoje os jornalões de Rio e S.Paulo informam que o governador José Serra, se quisesse, podia ter evitado o efeito cascata provocado pela queda. Foi informado a tempo, mas preferiu apostar no desgaste do governo federal. Já o governador mineiro foi econômico nos comentários, pois quem telhado de vidro não joga pedra no teto do vizinho. Apagão de até cinco horas ou mais (ás vezes até dias) na região metropolitana de BH é coisa corriqueira. Há muito tempo que a CEMIG deixou de ser referência em qualidade de prestação de serviços. Na verdade é muito mais citada por vender a energia mais cara do Brasil.

criado por luizvianadavid    10:31 — Arquivado em: Sem categoria

14/11/09

Foi esquecimento. Imperdoável, mas foi. Mas dá tempo de corrigir.

Acompanhei pela tevê a solenidade de entrega das medalhas comemorativas do sesquicentenário de Pará de Minas. Impecável a cerimônia, com toda a pompa e circunstancia requeridas para eventos de tal porte e magnitude. Auditório muito bonito, público muito distinto e enfarpelado.  Definitivamente demos prova de que não somos mais os caiapós de outras eras. Foi deveras um festa marcante, à altura de qualquer cidade culta e progressista não apenas do Brasil, como também de outros paises ditos do primeiro mundo. Parabéns a todos que se envolveram em sua organização.

Foram cinquenta os homenageados pela municipalidade, poderiam ter sido 100 ou 500. Listas assim sempre são incompletas, alguém vai mencionar que fulano ou beltrano não foi lembrado. Neste caso optou-se por render homenagem a pessoas físicas e jurídicas. Grandes empresas e pequenos estabelecimentos comerciais, pequenos comerciantes e empresários poderosos; membros do clero, das forças de segurança, magistrados, políticos, artistas, profissionais liberais, instituições beneficentes, filantrópicas, culturais e de benemerencia, penso que todos os setores de atividade que tinham de ser lembrados o foram.  Menos um.

Nenhum operário, nem mesmo nenhuma entidade de classe representativa do operariado foram lembrados. Não acredito em maldade na hora de fazer a lista final, prefiro acreditar em simples esquecimento. A falha ainda pode ser corrigida a tempo, pois ainda faltam 45 dias para o final do ano. Somos a terra dos teares (e dos sinos), quem toca os teares há mais de cem anos são os operários. O sindicato têxtil de Pará de Minas, de belíssima história, existe há 71 anos. Existem outros, também já erados: da cosntrução civil que congrega pedreiros, serventes, trabalhadores nas indústria de cerâmica, bombeiros, eletricistas, enfim todos os envolvidos no setor; dos metalúrgicos, dos comerciários, dos contabilistas, dos catadores de recicláveis (profissão recente, mas importantíssima, do ponto de vista ecológico); dos trabalhadores na roça,dos professores (se bem que estes foram lembrados na pessoa da muito querida professora Mônica Capanema), dentre outros.

Esta é uma falha que deve ser corrigida rapidamente, viu prefeito Zezé?  Estou sabendo que ainda neste ano será inaugurado um monumento alusivo ao sesquicentenário. Sugiro que em sua base seja inserida uma placa que faça referência aos trabalhadores  para(min)enses, (os zés-manés, como às vezes eu me refiro a eles aqui neste blog)  que no frigir dos ovos foram quem de fato construiram esta cidade. De Patafufo a Pará de Minas.

” DO TRABALHO DOS OPERÁRIOS NASCE A RIQUEZA DAS NAÇÕES’. (Adam Smith)

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12/11/09

Uma questão melindrosa.

Tomaram posse em 03 de novembro p.p. os novos secretários municipais das pastas de Gestão  e de Planejamento, Edson Theodoro  “Borracha” da Silva  e Jurandir “Dizinho” de Faria Leitão. O primeiro, economista e o segundo, engenheiro civil. Deste modo o prefeito Zezé Porfirio completa a formação de sua equipe, onze meses depois de assumir a prefeitura para cumprir o mandato para o qual foi eleito em 2008. Os dois novos secretários foram recebidos com muita simpatia por parte da população, por serem bastante populares e pertencerem a familias tradicionais da city. São patafufenses  que chamam o bairro da Tabatinga de Tabatinga; o Serro de Serro; o bairro S.Geraldo de Várzea da Posse; o Dom Bosco de Azambeque; O bairro João Paulo II de Maniçoba, ou seja: são para(min)enses da gema, nascidos, criados e vividos aqui no Pará, de Minas, têm o nosso sotaque.

É muito bom ver gente da terra, pessoas competentes, ocupando cargos importantes na municipalidade. Nos últimos anos muitos destes cargos foram ocupados por brasileiros de outras regiões. Não discuto a competência de nenhum deles, nem sou xenófobo, penso mesmo que a presença de brasileiros “de fora” até ajudam e muito a cidade a progredir e se desenvolver, basta observar a grande quantidade de pessoas de todos os setores de atividade que optaram por residir em Patafufo. São todos bem vindos.

Mas a administração pública devia ter uma espécie de reserva de mercado para os naturais da cidade, ou para aqueles radicados na cidade no mínimo, quem sabe, uns vinte anos, quando então for um profundo conhecedor de nossa terra, de nossa gente e de nossos costumes. O que vinha acontecendo não estava bom de se ver. Ao novato bastava ser amigo do rei para ser guindado aos altos postos municipais.

Eu já estava preparando este texto quando ouvi um repórter da rádio Santa Cruz se referir ao antigo secretário Geraldo Nicácio, que teria dito à emissora que o Plano Diretor da cidade não deve ser alterado de acordo com as conveniências de empresas (construtoras e empreiteras) Nicácio foi o principal mentor do atual Plano Diretor e lutou pela sua aprovação do modo como o concebeu. É uma disputa de facções que defendem pontos de vista diferentes: a primeira, à qual pertence o ex-secretário, defende o crescimento horizontal da cidade, com prédios de no máximo quatro andares. A outra parte defende o crescimento vertical, que seria a posição do novo secretário Jurandir Leitão, permitindo prédios até 13 andares.  Pessoalmente, eu penso que prédios altos em algumas regiões PODE, e em outras NÃO PODE. É preciso definir tais áreas. Como está, não pode em lugar nenhum. A cidade está estrangulada, com muitos projetos emperrados.

 O Plano Diretor pode e deve ser revisto, sim. Até a Constituição Federal volta e meia é remendada, assim como a Carta estadual e a Lei Orgânica do municipio também. Não será o PD que permanecerá intocável. Quanto a outra alegação referente ao interesse de empresas do setor de construção civil, eu ouvi também recentemente, o próprio ex-secretário dizer que estava se dando muito bem na atividade de construtor civil, de casas financiadas pela Caixa Econômica.  O que não pode é o Pará de Minas ficar à mercê desta disputa por interesses.

PS) /Ainda sobre o às vezes excessivo reconhecimento que costumamos dar a “estrangeiros”, o ex-vereador José Primo Duarte costuma repetir uma frase que encerra o assunto: “ou os para(min)enses da gema tomam tino e passem a se interessar mais pelas coisas do Pará, e assumem suas responsabilidades, ou brevemente teremos um prefeito vindo do norte de Minas, ou da Bahia, por aí, quem sabe um itaunense? Aí será o fim das nossas tradições”.

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8/11/09

Ecos da visita do vice-governador Anastasia.

Visita do Vice-governador:  aconteceu na sexta-feira, 30 de outubro. O doutor Anastasia (Antonio Augusto Junho) chegou extamente às oito da manhã e às 17 horas embarcou de volta. Rigorosíssimo  quanto a horários. Zanzou pela cidade, de norte a sul, de leste a oeste. Visitou a Francap, a siderúrgica Alterosa, a Itambé, a Sumidenso, a Escola do SENAI; esteve no local onde dizem que funcionará o tal de CETAL (Centro Tecnológico de Alimentação), que eu ainda não entendi bem do que se trata. Começou o périplo  pela prefeitura, onde foi recebido pelo alcaide Zezé Porfirio. Almoçou na Sumidenso, anfitrionado pela japonesada.  À tarde participou de sessão solene da Câmara realizada no auditório do Sindicato Rural, muito maior e mais confortável do que a sede do Legislativo municipal. Recebeu o título de cidadania patafufense e a Grande Medalha do Sesquicentenário, da qual levou uma para o governador Aécio.

A visita foi mesmo de caráter político-eleitoral e faz parte da campanha para popularização do vice-governador, já ungido candidato à sucessão de Aécio Neves. Em sua demorada passagem por  Patafufo, o vice-governador não inaugurou sequer uma máquina de fatiar salame. Quando a Ministra Dilma viaja com os mesmos objetivos (tornar-se conhecida), a tucanaiada urra e range os dentes, diz que é campanha eleitoral antecipada. Quando é o doutor Anastasia que flana pelo interior do Estado, é visita oficial. Então tá.

Síndrome de “Chiquinho”: O governo Aécio vai completar oito anos e o Pará, de Minas, não sentiu ainda os efeitos de seu governo. Nada aconteceu por aqui, por enquanto. Mas e nova estação rodoviária? Vão perguntar os mais afoitos. Resposta::foi uma obra desnecessária, extemporânea, cara e fora do lugar. Melhor seria se tivessem investido os cinco milhões que ela custou na melhoria do Hospital de Pronto Atendimento. Mas dizem que estão vindo aí, para a área da saúde, nada menos de sete milhões de reais. Devem estar vindo sobre o casco de uma tartaruga que atalhou lá por Montes Claros e Araguary, pois esta verba foi prometida faz um ano e nunca chega.

Os líderes patafufenses ligados ao governador,  disseram todos, como se tivessem ensaiado o discurso, que não têm nada a pedir ao governador Aécio, nem ao vice Dr. Antonio Anastasia. Disseram que os dois conhecem a realidade do município e que não irão nos deixar a ver navios. Era extamente isto que o prefeito Chiquinho Valadares, nos idos de 1930/1945 dizia sobre seu irmão governador: ” O Benedito sabe do que o Pará precisa, eu não preciso pedir nada”. Com esta frase entrou para a história como um prefeito moleirão e acomodado, apesar de eu não concordar com este julgamento que lhe fizeram (e fazem) seus contemporâneos e os pósteros. A atual adminsitração municipal pode estar com a “síndrome do Chiquinho”.  Vou no popular: “quem não chora, não mama!”.

Em todos os seus pronunciamentos na cidade, Dr. Anastasia fez referências à duplicação da BR 262, que segue acelerada. Disse o vice-governador que o Pará será outro após a duplicação. Como todos vós sabeis, a duplicação da BR 262 é uma obra do governo federal (leia-se Lula) incluida no famoso “Programa de Aceleração do Crescimento” o PAC, que é gerido pela Ministra Dilma, que agradece penhoradamente a divulgação pelo vice-governador,  da obra que vai mudar a cara do centro-oeste mineiro.

Ecos da visita: foi uma enorme saia justa na sessão solene que homenageou o vice-governador. Seguinte: quando o assunto CETAL esquentou há alguns meses, com um ultimato do dono do imóvel onde o centro será instalado, foi a Câmara Municipal que salvou o projeto, repassando à Prefeitura, de seu orçamento, o dinheiro (UM MILHÃO de reiasi) para pagar a fatura. Nos eventos do dia da visita do vice-governador ninguém mencionou o Presidente do Legislativo, nem a própria Cãmara, como parceira. De repente, o vereador-presidente Geraldo Sabino assume o microfone e faz um pronunciamento forte, reclamando da maldade. Foi uma chuva de carapuças, que se enfiaram em muitas cabeças. Menos mal que o Dr. Anastasia que não sabia de nada e ainda não tinha feito seu discurso, aproveitou a chance  e com sua proverbial diplomacia fez uma bela massagem de uns cinco minutos no ego dos vereadores que se deram por satisfeitos.

Olimpíada dos acadêmicos de Direito: Mais três dias de festas no Pará, com os tais Jogos jurídicos Em menor número e com menos dinhiero para gastar que seus colegas de medicina, os futuros advogados fizeram barulho tanto quanto.  Observei e ouvi de longe a movimentação. A não ser pela música eletrônica de péssimo gosto, tocada dia e noite, parece-me que tudo transcorreu bem. O comércio de uma maneira geral aprovou o evento.

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5/11/09

Esgotando um assunto.

O Oficial do Registro de Imóveis da Comarca, Hugo Flávio Lobato Marinho, visitante contumaz deste blog e comentarista prolífico dos meus garranchos, está uma arara com seu computador, pois vem tentando enviar um comentário sobre a polêmica S.Francisco X Grêmio,  desde o dia em que chamei o time do s.Francisco de ”arrogante”, só que a mensagem não segue, isto é, não vem de jeito nenhum. Então, o Cubu Júnior ligou-me para dizer,  em suma, que este é um mal ( a arrogancia) que acomete a maioria dos grandes times, e cita dois exemplos clássicos ocorridos aqui mesmo em Patafufo:  1º,  a final do campeonato amador de 1967, quando o favorítissimo Londrina  E.C.,  o maior time da década de 1960 por aqui, foi derrotado pelo Paraense E.C.,  na ocasião representado o por sua equipe juvenil, com um elenco cuja idade dos jogadores variava dos 15 ao 18 anos, contra os consagrados medalhões do Londrina, entre os quais o próprio Hugo. O juvenil do Paraense venceu por 2 a 1 e foi o campeão, entre outros, apareceram naquele time: João Ribeiro, João Mauricio, Klebinho, Tita, Bosco, Nenem, Pedrinho, Bôi, Tampinha e muitos outros. O favoritismo do Londrina era tão grande quanto a sua arrogância. Naquele dia o time morreu.

O outro exemplo citado pelo Hugo Flávio foi a decisão de 1986, entre Paraminense X Alvorada, para mim,  a partida mais emocionante da qual tomei parte (eu era o auxiliar técnico do Hélio Márcio Mendonça). Apesar do Alvorada jogar pelo empate, o favorito disparado era o “Glorioso”, programamos toda a festa antes da bola rolar: um paraquedista saltou das alturas trazendo a bola do jogo e caiu extamente no circulo central; havia  inclusive um caminhão ficou preparado atrás  do estádio para levar os jogadores na carreata da apoteose. Foram 90 minutos de tirar o fôlego: um minuto de jogo, pênalte para o Paraminense, João Ribeiro bate e erra. Um minuto depois o alvorada faz um a zero. O Paraminense não se desespera, toca bola e vira para três a um. Quarenta e dois minutos do segundo tempo, a torcida do Alvorada ( e de todos os outros times) vai embora, joga a toalha. Quarenta e três minutos, o Alvorada diminui 2  X  3. Os torcedores que acompanhavam pelo rádio voltam às arquibancadas. Quarenta e cinco minutos: o Alvorada marca o terceiro gol e empata o jogo que acaba logo a seguir. Alvorada campeão e mesmo assim o time morreu, nunca mais entrou em campo. O Paraminense - que é igual tiririca, não morre nunca- reconheceu que foi arrogante, deu a volta por cima e logo a seguir foi tricampeão (1987,88,89).

Eu quero acrescentar na lista do Hugo, uma outra final, bem mais recente, a de 1994, ou terá sido 1995? Entre Javali e Pequi, dois jogos para decidir. O “Java” foi a Pequi e surrou o time da casa com um show de bola e venceu a primeira por 2 a 0. No jogo de volta, no estádio Ovidio de Abreu superlotado, o Javali sentiu-se em casa e programou a festa. A confiança era tanta, que quando o Pequi marcou o 1º gol, que na verdade não existiu, popis bola entrou por um buraco na lateral da rede e foi se aninhar no fundo da meta, ninguém, nem torcedor nem jogador,  reclamou da bandeirinha da FMF,  que comeu mosca no lance. O Javali jogava pelo empate para forçar uma prorrogação, e empatou a partida. Veio a prorrogação e o desespero. No fim o Pequi marcou de novo e levou a taça. Como o Alvorada, o Javali também morreu na final, acabou no mesmo dia. É isso. Arrogância mata, principalmente times de futebol metidos a campeão.

Fica a lição para o Grêmio, para que não se deixe dominar pela doença. E fica também para o S.Francisco, para que se mire no exemplo do Glorioso CAP, que da derrota em 1986 tirou lições para seguir em frente.

A decisão de 1986, entre  CAP  X  Alvorada, foi filmada. Consta que O Evaristo Almeida (Cuica) que presidia o Alvorada, tem a cópia. Atenção povo da TVI, do programa esportivo das 2ªs feiras, que tal correr atrás desta fita e exibi-la? Nem que seja um compacto.

Só voltarei a escrever sobre futebol neste ano se o Galo for o campeão brasileiro da temporada. Isto é, as chances de eu voltar ao tema são de 35%. Acho que voltarei.

A a pauta está cheia para amanhã: novos secretários na prefeitura, a visita do Dr. Antônio Anastasia, ainda o lançamento do livro, os Jogos ( e a farra) dos alunos das escolas de Direito, enfim, o dia-a-dia de Patafufo de quem não se dá aos prazeres do ludopédio, isto é, do futebol. Fuuuuiiii!!!!

criado por luizvianadavid    13:03 — Arquivado em: Sem categoria

2/11/09

Grêmio X S.Francisco X este simples blogueiro.

Quando eu comentei sobre a conquista do campeonato amador de 2009 pelo Grêmio da Tabatinga, não pensei que tão poucas palavras fossem ter tanta repercussão, por isto que o ato de escrever deve ser pesado e medido. Quem escreve passa uma mensagem, quem lê costuma interpretar de forma diferente o que o autor quis de fato dizer. Em momento algum eu quis chamar os diretores e a Comissão Técnica do S. Francisco de arrogantes, enquanto individualidades, sou amigo de todos eles: do Roger, do Ronaldo, do Juju, e principalmente do técnico Daniel de Sousa, que foi meu atleta no Clube Atlético Paraminense. Em 1999 o Daniel sofreu um gravíssimo acidente de motocicleta, fraturou a perna e foi obrigado a encerrar sua promissora carreira de jogador, pois era um eficiente lateral direito e zagueiro. Seu espírito de liderança já era notado. O que eu fiz? Mesmo antes de ele concluir seu tratamento fisiotérapico eu o convidei a ser meu auxiliar no “Glorioso” e logo depois ele assumiu a direção daquele time promissor que tinha Denilson Porto, Marlon, Joãozinho, Rodrigo Porquinho, Cadu, Fred, Acir Feio, Coré, Limão, Cráia. Edson zagueiro, Etinho, Leozão, Daniel, Gil Leno, Humbertinho Grassi e muitos outros, nenhum com mais de 20 anos. Não ganhamos nenhum título, mas foi uma geração que marcou o CAP. Todos eles brilharam no nosso futebol no anos seguintes, alguns ainda brilham e quase todos foram campeões da cidade, uns pelo próprio Paraminense em 2001, quando reforçamos a equipe.  O Daniel comandou aquele  time de forma brilhante e depois muitos dos jogadores o acompanharam ao S. Francisco, quando o time retomou suas atividades. Sempre que o S.Francisco ganhava um título e foram muitos, eu ficava feliz pelo Daniel e até brincava com ele, dizendo que o discípulo ia acabar superando o mestre (o que ainda pode acontecer).


Sempre elogiei o tricolor franciscano em suas conquistas e o brilhante trabalho de seus diretores, não só aqui neste espaço, como também em jornais e na revista “Gol de Placa”, quando previ, ainda em 2003 que o S.Francisco retornava para dominar o cenário esportivo municipal nos anos seguintes, o que acabou acontecendo. Posso ter elogiado menos do que o Daniel acha que o time e o clube merecem. É bom lembrar que nos anos 1970 o grande duela futebolístico do Pará se dava entre Paraminense e S. Francisco, mas o Glorioso vencia sete em cada dez jogos. Sempre foi um freguês de caderno. Ainda recentemente, em 2005, quando o alvinegro disputou  seu último campeonato, enfrentamos o S.Francisco em seu campo e o resultado final foi um empate de 2 a 2, depois de estarmos vencendo por 2 a 0. O árbitro foi o popular José Niwton de Sousa, o Careca, que deve ter feito naquele dia uma de suas mais complicadas arbitragens, expulsando jogadores do CAP e apenas encerrando o jogo quando o time da casa conseguiu empatar, aos 60 minutos do segundo tempo. Um horror.


Quando eu chamei o time de arrogante, foi o time mesmo, o TODO. Os jogadores acharam que podiam vencer a partida, marcar gols a hora que quisessem e menosprezaram ARROGANTEMENTE o time do Grêmio, velho freguês de várias recentes decisões. Só que o Grêmio de tanto apanhar, aprendeu a bater e usou as mesmas armas que o adversário usou em outras oportunidades, entre elas buscar bons jogadores fora do nosso circuito. Até porque, o S.Francisco, seus diretores, tem um grande poder de persuasão e inscreveram todos os melhores jogadores da cidade e região, na média de dois ou três para cada posição. A verdade é que aos outros times do Pará restaram a baba e os veteranos e os muito jovens. Assim, o Grêmio foi buscar lá fora um time inteiro e uma completa Comissão Técnica, e deu certo. E foi bom para o nosso futebol. Tomara que em 2010 um outro time do Pará leve o título. E aproveitem que não demora e o Glorioso estará de volta.


Eu disse também que o S.Francisco é um NOVO-RICO. E não é? O clube ficou afastado sete anos das disputas por absoluta falta de recursos. Com a chegada dos novos diretores, Ronaldo Assis, Roger Dupin e Juju Sousa, o estádio foi reformado, ampliado, construiram uma belíssima sede, com quadra e bar, no coração do melhor bairro da cidade, formaram times que ganharam tudo que disputaram. Para quem vivia numa pobreza, na mior pitimba, digna do Patrono, o “Pobrezinho” de Assis, e de repente  vira o rei da cocada preta, é ou não um novo-rico?  Curiosamente, a sede do tricolor fica na esquina da rua “De Assis”, com praça “Il Poverello”. Poverello em italiano quer dizer “pobrezinho”. Penso que está na hora de mudar o nome da praça para “Riquinho” em italiano também, cuja tradução eu não sei.


Espero que o treinador Daniel não fique com mágoa de mim, pelos escritos,  pois o tenho em grande estima e sou um admirador de sua pessoa, pelo seu caráter e honradez. Torço para que continue brilhando em sua carreira e que ganhe muitos outros títulos, mas só até 14, pois senão irá suplantar-me na condição de técnico mais vitorioso do futebol patafufense. É assim, Daniel. Perder faz parte do jogo.

criado por luizvianadavid    10:37 — Arquivado em: Sem categoria

1/11/09

Quem não foi perdeu.

Pode ser que no futuro tenhamos outra noite de lançamento de livro efervescente como a da útlima sexta-feira, 30 de outubro, mas até agora, em se tratando de Patafufo, esta foi a maior, mais concorrida, animada e que  por diversos motivos motivos se tornou histórica. Mais de duzentas pessoas presentes, muitas delas descendentes de personagens do livro -estavam lá uma trineta do Professor Inhozé, de apenas 10 anos de idade,  e vários netos do fazendeiro Julinho Marzagão, alguns já com mais de 80.

Foi um encontro absolutamente apolítico, e absolutamente de confraternização, mas o prefeito estava lá, e também  os deputados estaduais da cidade; o federal, que nunca tem tempo para as efemérides locais, foi notado pela ausência, mas enviou representante, meu amigo Toninho Gladstone.; O ambiente descontraido, animado, o tempo agradável,  sem música ao fundo e sem discursos, que o objetivo era fazer as pessoas conversarem, algumas não se viam há 20, 30 anos. Foi muito legal ver os intelectuais da terra, os empresários, (micros, pequenos, médios e grandes), profissionais liberais, operários e comerciários,  e muitas pessoas do povo  em festiva celebração em torno dos 150 anos do Pará, de Minas. A opinião que prevalesceu foi uma só: esta acabou sendo a grande noite do sesquicentenário de Pará de MInas.

As meninas encarregadas de vender os exemplares do livro tiveram muito trabalho e uma fila acabou se formando. Não sei quantos, mas quase duas centenas de livros foram vendidas durante o lançamento, algumas pessoas, entre as quais vários dos autores, compraram mais de três ou quatro exemplares, destaque para a consagrada Hila Flávia, que convalescendo de uma pequena cirurgia não foi, mas encarregou seu irmão Hugo Flávio de adquirir logo dez exemplares (por enquanto), que ela pretende transformar em presentes no próximo natal, o que é uma belíssima idéia.

Brilhou a MM Comunicação (Myrtes Pereira & Mauro Andrade) que cuidou da produção, do lançamento e da venda do livro. Tudo começou às 21 horas e se estendeu até as duas da madrugada; também, né? com o buffet da Iracema servindo, as pessoas ficaram com pesar de se irem, deixando para trás a cerveja gelada, o vinho de boa safra, os finos salgados e a fantástica mesa de doces.

Mas é preciso lembrar que o livro só foi impresso e lançado, graças às empresas patrocinadoras: Alabama Seguros, do Dinho Duarte; a Pavepe, que apoiou desde o primeiro momento com Sô Nelson Melo Franco e seu filho Nelsinho; a Lamil, cuja presença nos eventos culturais da city é marcante, e lá estava o Sérgio Lage representando os irmãos e a empresa;   a UNIMED, que também não falha nas causas boas, agradecimento especial aos médicos diretores Hamilcar França, Zilmo Dourado (que representou a empresa), Márcio Morais e ao gerente César Augusto Mendonça; a COPARÁ, cujo presidente Francisco fez questão de comparecer;  o Banco do Brasil; a PALMEX, cujo presidente Paulo Melo Franco, também não se omite quando a causa é boa; e finalmente a ASCIPAM, com seu presidente Luiz Carlos (da Futurista) e seus compnaheiros de diretoria, que sabem da importância de participar de projetos que resgatam a história do Pará, de MInas.

Como nada é perfeito, a equipe da TVI que filmava o evento teve que interromper seu trabalho, pois a bateria  da câmera descarregoi e não havia outra para substituir. Menos mal que a esfusiante Cléria Silveira estava lá com seus filhos, registrando a festança para seu site: www.estrellas.com.br.  Quem quiser pode conferir. Encerro com  uma informação:  o livro “Pará de Minas, meu amor. 150 anos de história e estórias” está à venda na livraria do Jaime Mendonça - Virtual Books e Livraria- que fica na rua Benedito Valadares, 560.  Preço? R$40,00, muito pouco para o grande prazer que o livro vai proporcionar a quem o ler.

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29/10/09

Campeão amador de 2009, campeão do sesquicentenário, é o Grêmio da Tabatinga, sim senhor!

Valeu a pena esperar 38 anos para soltar pela primeira vez o grito de campeão. Em muitas oportunidades o título rondou o bairro da Tabatinga, o mais antigo da cidade, mas em todas elas faltou alguma coisa, um pequeno detalhe que impedia o grito, que insistia em seguir entalado na garganta da massa gremista, empolgada e vibrante, na verdade, como dizem os argentinos, uma autêntica “barra brava”.

Mas valeu a pena esperar tanto tempo, pois quando o grito de campeão ecoou da imensa nação gremista tabatinguense, foi um grito único, que ninguém nesta “terra dos teares e dos sinos” jamais voltará a gritar, pois CAMPEÃO DO SESQUICENTENÁRIO somente o Grêmio, o Grêmio do “Dininho”, pode ostentar tal título. Pode o Paraminense juntar todos os seus quase vinte campeonatos, o Guarany com toda as suas façanhas, o vetusto Paraense “pai de todos” com seu passado glorioso, ou Rio Branco com as suas verdadeiras epopéias ludopédicas,  nem mesmo o veterano e agora novo-rico São Francisco F.C. ( às vezes  arrogante),  que neste século vinha papando tudo, aqui e por aí, nenhum deles pode gritar que é CAMPEÃO DO SESQUICENTENÁRIO. Este título é só do glorioso Grêmio da Tabatinga e ninguém tasca, e vale uma estrelinha dourada no escudo.  Por itso tudo, gremistas, comemorem à vontade, que vocês merecem. Viva o Grêmio Esporte Clube,  da Tabatinga sim senhor!

criado por luizvianadavid    15:07 — Arquivado em: Sem categoria
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